Parte I
Um dia desses presenciei uma cena no mínimo bastante interessante aos olhos de quem vê. Meu pai, já vovô, pedindo conselhos ao neto de como mexer no computador que ele comprara para pesquisar, falar com os netos e filhos etc. O vovô acostumado com a sua máquina de escrever Olivette, adaptar-se ao computador e os novos conceitos de comunicação parecem um tabu a ser quebrado, mas é mais simples do que parece…Para melhor entendimento é necessário fazermos analogias ou compararmos no que existe ou seja simples de entender.
O computador é composto por quatro peças fundamentais: gabinete, monitor, teclado e mouse. O gabinete é o corpo do computa
dor, como se fosse o nosso corpo humano que tem seus membros e os órgãos vitais para o funcionamento do mesmo. O monitor tem a aparência de uma televisão de inúmeros tamanhos, no começo era 14’ polegadas, depois foi o de 15’ polegadas e assim o tamanho vai aumentando de acordo a necessidade ou luxo, enfim o monitor são os nossos olhos, será onde iremos ver todas as informações contidas no computador (textos, fotos etc). O teclado e o mouse são as nossas mãos: no teclado iremos digitar ou escrever o que queremos e no mouse iremos clicar ou acionar comandos no computador. Não se assustem com o termo clicar, vem de clique, pois o mouse possui botões e o toque com um dos dedos nesse botão gera o termo clique.
Agora que já sabemos os nossos membros do nosso corpo computacional, precisamos saber de um modo geral os nossos “órgãos” ou as peças que o compõe. Relembrando que o corpo é o gabinete do computador, os órgãos principais são: disco rígido, memória, processador
e placa mãe. O disco rígido é o nosso cérebro, sem ele não guardamos nossas informações. A memória o próprio nome já diz é a nossa memória, que fica alocada na placa-mãe e se comunica com os outros membros. O processador é o nosso coração sem ele não sobrevivemos e não sabemos quem somos. A placa-mãe é o nosso esqueleto sem ele os outros membros não têm formação e também não funcionam.
Enfim, esta é uma demonstração que o computador não é um bicho de sete cabeças, e que meu pai pode entendê-lo e manuseá-lo com a maior facilidade assim como pintamos, escrevemos, pensamos. Isto mostra que independente da geração sempre teremos capacidade de aprendermos cada vez mais seja com os nossos netos, filhos ou com nós mesmos.
Parte II

Estava ministrando uma aula em uma escola de informática para uma turma de “semi-novos”, e no intervalo conversando com dois alunos que tinham a idade para ser meus avós, um deles tocando no monitor disse: “Sabe… isto é coisa do diabo”, chocado com isto tive que replicar: “Pelo contrário, o computador é do bem. Pense bem: imagine enviar cartas, ouvir som, falar no telefone, declarar imposto de renda, ver sua conta bancária, pesquisar, ver fotos, pintar entre outras atividades cotidianas”. Logo depois que terminei de falar os alunos começaram a entrar na sala e um deles escutou-me e treplicou: “Mas se dependermos de tudo do computador não sairemos de casa”, eu para ser mais político só disse que era uma questão pessoal. Ao continuar a aula tinha que explicar o que era disquete, cd e dvd no computador. Como já tinha dito-lhes que o computador era um corpo computacional fazendo analogia ao corpo humano, tinha que continuar a analogia para se formar uma lógica.
Logo ficou fácil de construir a idéia, o disquete é nosso nariz.O mesmo tem a parte física que é o nariz e o sentido do Olfato para cheirar e diferir os alimentos, os cheiros em geral. O disquete em si é um objeto normalmente em formato retangular – nossa parte física do “nariz”, geralmente de cor preta ele necessita do nosso leitor de disquete que fica no computador, no corpo computacional, este leitor é o nosso sentido do Olfato, sem ele não cheiramos os disquetes. Ou seja, não há sentido termos disquete se não há leitor. O leitor originalmente pode ser chamado de Floppy de 3 ½ (lê-se floppy de três um meio). O cd é a nossa boca com o nosso paladar. O cd tem formato circular e geralmente está escrito nele CD-R ou CD-RW, os que não estão escritos podem ser cd também mas é importante verificar antes qual é o tipo da mídia (se é cd ou dvd). Como nosso colega – o disquete, ele necessita também de um leitor para ler o cd, chamado geralmente de cd-rom. Os dvds são os nossos olhos e nossa boca e o leitor de dvd é o sentido da visão e nosso paladar, pois pode tanto ler dvd como ler cd. Nele está escrito DVD-R ou DVD-RW geralmente, e o formato físico do dvd é o mesmo do cd.
Lembrete básico: para escutar música necessitamos de fones de ouvido ou caixas de som.
Enfim já sabemos diversas peculiaridades do nosso corpo computacional, isto mostra que podemos muitas vezes guardar informações, gravar cds de músicas para escutar em um aparelho de som, do carro ou de casa, ver fotos e muito mais. Apenas temos que ser curiosos e prestar atenção pois a busca da perfeição é uma prática constante.
Texto extraído do site:http://viniciusbudde.wordpress.com/2007/11/21/da-maquina-de-escrever-ao-computador/Publicado: 21 novembro 2007 por viniciubudde em Variados
